ARTIGO – As armadilhas das Redes Sociais

Por Age! Comunicação | 29 de fevereiro de 2016

Eu dez.2012

A identidade deles, hoje, está preetabelicida em uma tarefa: criar sua própria comunidade nas redes sociais. O detalhe é que eles não “criam uma comunidade”, eles tem uma ou não; o que as redes sociais podem gerar é um sucessor. A diferença entre a comunidade e a rede é que ele pertence à comunidade, enquanto a rede pertence a ele.

Adicionar ou deletar amigos, controlar as pessoas com quem você se relaciona, são características que fazem com que eles se sintam em pouco melhor, porque a solidão é a grande ameaça nesses tempos “exclusivos” ao extremo. Mas, nos ambientes virtuais, as habilidades sociais não são mais necessárias, pois é tão fácil adicionar e deletar amigos vulgarmente. Habilidades sociais são desenvolvidas na rua, ou no trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa ter mínima interação. Aí você eles têm que enfrentar as dificuldades, se envolver em um diálogo.

O papa Francisco, um homem público e notório, concedeu sua primeira entrevista como pontífice, ao jornalista italiano Eugenio Scalfari autoproclamado ateu. O alerta acendeu: o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. No ambiente virtual ele não aprende a dialogar porque é mais fácil evitar a controvérsia.

Eles usam essa ferramenta não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar em seu “próprio mundo”, onde o único som que escutam é o eco de seus ruídos, onde o único reflexo que enxergam é o de seus rostos borrados nos espelhos artificiais. As redes sociais são úteis, oferecem serviços prazerosos, mas também o são legítimas armadilhas de personalidade.

Maurício Pinzkoski – Jornalista Especialista em Marketing Digital



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