ARTIGO – O romantismo das mãos dadas

Por Age! Comunicação | 09 de dezembro de 2015

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Então, de novo, o natal. Época de ser solidário, amável, amigo, companheiro ou só de comprar e dar presentes. Caminhando na rua vejo um casal de meia idade sempre andando de mãos dadas. Isso me faz refletir sobre os dias de fim de ano e a especular sobre o simples ato de andar com as mãos dadas.

Penso sobre isso porque não é unanimidade casais andarem de mãos dadas. Ao menos no Rio Grande do Sul onde vivo. Esse ato também me ajuda a pensar – sem ter respostas por que não se trata de uma pergunta – o que tem de significado simples, antropológico ou sociológico em andar de mãos juntas. Para uns é simples. É corriqueiro, mas para a maioria talvez não.

Mas o que de fato significa caminharmos de “mãos dadas”? E então mais perguntas do que respostas vêm a minha mente. O governo gaúcho está em uma crise financeira sem precedentes. No natal de 2014 tínhamos horizontes prósperos tanto no Brasil quanto nos Pampas.

Mas, agora, em 2015 o que está acontecendo? Servidores públicos sem ceia, saúde precisando de recursos, segurança com problemas também, corrupção generalizada entre a população e líderes que deveriam dar exemplos. Então volta a questão ali do início: por que não caminhamos de mãos dadas?

Nosso governo gaúcho assim propõe. Seu logotipo promove a união. Afinal, sem a tão desejada união não conseguiremos sair da crise em que vivemos. E o que estamos fazendo, amigos gaúchos? Andando de mãos dadas? Imprensa, servidores, funcionários privados, professores, executivo, judiciário e legislativo? Não creio que estejamos de “mãos dadas” verdadeiramente. Mas tenho convicção de que nosso governador, senhor José Ivo Sartori, não apenas se utiliza de um símbolo para promover a união, mas está fazendo todo possível para que, unidos, tenhamos passeios melhores de mãos dadas.

 

 



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